quinta-feira, 21 de junho de 2012

O amor sempre vence







 Amigos e irmãos, abraço-os fervorosamente
Nesta oportunidade, desejo compartilhar  com os companheiros um
fato relacionado ao suicídio que resultou numa série de ações,
desenvolvidas ao longo de 18 meses, aproximadamente, mas cujo desfecho superou todas as expectativas, mesmo as inimagináveis.
As regiões de sofrimento onde  vivem os suicidas, de todas as categorias,  são inúmeras e vastas nos planos do  Espírito. Brotam de um dia para
o outro, pois os excessos da Humanidade têm reduzido o tempo
de reencarnação para um número significativo de pessoas.
Os atentados contra a manutenção  da saúde física, mental e psicológica,  atingem cifras realmente assustadoras.
A campanha "Em defesa da  Vida", conduzida pelos espíritas,
é ação que ameniza a situação. Mas algo mais intenso e abrangente, que envolva a sociedade, urge ser desenvolvido.
Assim, passamos ao nosso relato.
Localizamos em determinado nicho,  em nosso plano, uma comunidade de suicidas  vivendo em situação precária, em todos  os aspectos. Chamava nossa atenção que  tal reduto de dor nunca reduzia de  tamanho. Ao contrário, contabilizávamos um  número crescente, dia após dia.
Procurando analisar a problemática  por todos os seus ângulos, verificamos  que no local, incrustado em espaço de  difícil acesso, existia uma espécie de  "escola" - se este é o nome  que se pode utilizar - cujos integrantes  se especializaram em indução aos suicídio:  técnicas, recursos e equipamentos sofisticados  eram desenvolvidos para que encarnados cometessem  suicídio.
O suicida era, então, conduzido  à instituição e, sob tortura, a alma  sofredora fornecia elementos mentais que serviam  de alimento 
à manutenção de diferentes desarmonias
que conduzem o homem ao desespero.
Fomos surpreendidos pela existência  de tal organização e 
estarrecidos diante do fato de  como a alienação, associada 
á maldade, pode desestruturar o ser humano. Após tomar
conhecimento dos detalhes, um plano de trabalho foi definido,
depois que um mensageiro de elevada região veio até nós.
Durante algum tempo pelejamos  para sermos adequadamente preparados, inclusive  aprendendo a liberar vibrações mais sublimadas,  a fim de fornecer a matéria mental  e os sentimentos puros que pudessem erguer  um campo de força energético ao redor  do local.
Almas devotadas estiveram conosco  permanentemente, instruindo-nos, fortificando-nos e  nos revelando a excelsitude do amor. Entretanto,  era preciso fazer algo mais. Desfazer  a organização não representaria, em princípio,  maiores problemas; o desafio seria convencer  os instrutores a não fazer mais aquele  tipo de maldade. 
Várias tentativas foram envidadas,  neste sentido. Orientadores esclarecidos da  Vida Maior foram rejeitados e até ridicularizados.  Nada conseguíamos com os dirigentes daquela  instituição, voltada para a prática do  suicídio.
Mas a vitória chegou gloriosa,  no final da tarde de domingo último,  quando, convidados a participar do encerramento  do Congresso, aqueles dirigentes presenciaram  a luminosidade do amor. Conseguiram, finalmente,  ver o significado da vida, a sua  importância e fundamentos.
Foram momentos de grande emoção  que envolveu a todos nós, quando uma  nesga de luz desceu sobre os encarnados  e desencarnados no exato instante em que  todos, em ambos os planos da vida,  se deram as mãos e cantaram a música  em prol da paz.
A nesga de luz se alargou,  cresceu, envolveu a todos. A força do  amor jorrou plena e, em sublime explosão,  rompeu o ar, circulou sobre a cabeça  de todos, espalhou-se como poderosa onda  para além do recinto, ganhando a cidade.
Brasília se nimbou de luz,  no ar, no solo, nas águas. 
À nossa visão estupefata e maravilhada parecia que uma nova estrela estava surgindo.
Os seres da criação, vegetais,  animais e hominais, os elementos inertes,  rochas e minerais, as construções humanas,  prédios, edifícios, avenidas, bancos, repartições  públicas e privadas, residências, tudo em  fim, foi banhado por luz pura e cristalina  que jorrava do Alto.
Célere, a bela luminosidade espalhou  do coração da Pátria para todos os  recantos do Brasil, das Américas, da  Europa, África, mais além, no Extremo  e Médio oriente, atingindo a todos os  continentes, países e cidades.
Alcançou os pólos do planeta,  girou em bailado sublime, por breves minutos  ao redor da Terra e se prolongou  mais além, em direção ao infinito.
Jesus tinha se aproximado do  Planeta, em brevíssima visita de luz,  amor e compaixão. Jamais presenciei tanta  beleza e tanta paz !
Com afeto


Mensagem enviada pelo Espírito  Yvonne do Amaral Pereira, recebida por  Marta Antunes Moura, na Federação Espírita  Brasileira, em 22 de abril de 2010  e publicada na Revista Reformador de Agosto  de 2010.


CENÁRIO DO FATO NARRADO -  Domingo, 18 de abril de 2010:
Dia do encerramento do 3º  Congresso Espírita Brasileiro 
100 anos de Chico Xavier - realizado em Brasília/DF.
Todos os presentes cantavam de braços dados e emocionados a música Paz pela Paz do compositor Nando Cordel.


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