quinta-feira, 12 de junho de 2014

"Obesidade Mental"


Porque adotamos vícios em nossa vida?
Os motivos são os mais variados.
A reação da obesidade vem em cadeia e afeta também as crianças.
Do latim "vítius", significa defeito ou falha.
São hábitos negativos repetitivos, causadores de males ao próprio viciado e ou a pessoas a ele ligadas.
O segredo da Obesidade Mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas mas viver sabiamente.
Um grave problema da Sociedade atual que não sabe encontrar o caminho da Dieta Mental.
Hoje malha-se o corpo, mas esquece-se de cuidar da mente.
Energia Mental combate obesidade.
“EM VERDADE,VICIADOS DE TODA A FORMA SÃO TODOS AQUELES QUE SE ENFRAQUECERAM DIANTE DA VIDA E SE REFUGIARAM NA DEPENDÊNCIA DE PESSOAS OU SUBSTÂNCIAS.”

" O vício pode ser um "erro de cálculo"na procura de paz e serenidade, porque todos queremos ser felizes e ninguém, conscientemente,busca de propósito viver com desprazer, aflição e infelicidade.
Nossos hábitos preferidos se formaram e sedimentaram através dos tempos.
O que funcionou muito bem em situações importantes de nossa vida, mantendo nossa ansiedade controlada e sob domínio, provavelmente será reproduzido em outras situações.
Por exemplo:  se na fase infantil descobrimos que, "quando chorávamos, logo em seguida mamávamos", essa atitude mental poderá ser perpetuada através de um habito inconsciente que julgamos irresistível.
A estratégia psíquica passa a ser: "quando tenho um problema, preciso comer algo para resolvê-lo".
O que a princípio foi uma descoberta compensadora e benéfica, mais tarde pode ser um mecanismo desnecessário, tornando-se um impulso neurótico e desagradável em nosso dia a dia.
Aí estão a raiz de muitos casos de obesidade mórbida e bulimia.
Podemos citar também os adultos agressivos, os "coitadinhos", os pedinchões como pessoas repetidoras de estratégias infantis para alcançar sues objetivos.
Paralelamente, encontramos nos dependentes o vício alicerçado no "medo de viver".
O temor das provas e dos perigos naturais da caminhada terrena pode nos levar a uma suposta fuga psíquica.

Aliviam as carências, as ansiedades, os desajustes, as tensões psicológicas e reduzem os impulsos energéticos que produzem as insatisfações e o chamado "mal-estar interior".
Os dependentes negam seu medo e se escondem à beira do caminho. Interrompem a "procura existencial", dificultando, assim, o fluxo do desenvolvimento espiritual que acontece através da busca do novo. Utilizam-se, sem perceber, do desânimo que serve de estratégia psicológica para fugirem à decisão de "arregaçarem as mangas" e enfrentar a parte que lhes cabe na vida.
Adiam sistematicamente seus compromissos, vivem de uma maneira no presente e dizem que vão viver de outra no futuro sem, no entanto, construir esse futuro."  
       
O vício é como uma "bengala" adotada por aqueles que se acham sem condições de continuarem sua caminhada pelas próprias forças, vencidos por situações que não conseguiram superar.
Funciona como uma compensação e/ou um anestésico temporário para conviver com suas dores internas.
Porém, essa compensação, além de tornar inerte a solução do problema, acaba por aumentar a dor, quando as consequëncias inevitáveis da omissão frente às situações que exigem enfrentamento batem à porta. Pode piorar a situação existencial a cada dia quando, sob o efeito de substâncias psicotrópicas, como álcool e cocaína, que provocam alterações de comportamento, criam situações de dor que não precisariam acontecer, às vezes com consequências gravíssimas e de difícil solução...
E, o que é pior, estancam o processo evolutivo-regenerador oferecido através da  reencarnação - pelo processo de fuga espetacular da sua realidade que adotaram - comprometendo os resultados  da encarnação atual e onerando a(s) próxima(s).
O espiritismo nos revela que o vício também atinge o corpo espiritual, o períspirito - que é a matriz do corpo físico.

Após o desencarne, advém a crise de abstinência, tal como aconteceria no plano físico.
Os vícios morais naturalmente também acompanham o homem no além-túmulo.
Esclarece-nos o Mestre: “Escutai e compreendei bem isto: - Não é o que entra na boca que macula o homem; o que sai da boca do homem é que o macula. - O que sai da boca procede do coração e é o que torna impuro o homem; - porquanto do coração é que partem os maus pensamentos, os assassínios, os adultérios, as fornicações, os latrocínios, os falsos-testemunhos, as blasfêmias e as maledicências. - Essas são as coisas que tornam impuro o homem".
Também observa: O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo.
 Por estas duas passagens, vemos que não é o corpo que torna o homem vicioso, é o espírito que reencarna com suas tendências, manifestando-as no decorrer da existência, e permanecendo com elas no modo em que estavam quando desencarnou.

 

Antes de tudo, poderíamos dividir os vícios em físicos e morais:
·         Glutonia = Orgulho
·         Tabagismo= Egoísmo
·         Alcoolismo= Maledicência
·         Toxicomania=Inveja
·         Sexolatria= Vaidade
·         Apego ao poder
·         Ciúme
·         Avareza
·         Cupidez
·         Rancor
·         Vingança
·         Agressividade
·         Intolerância
·         Impaciência
·         Ociosidade
·         Negligência
Espiritualmente falando, podemos ver o que nossa alma, destinada pelo Criador para felicidade e a perfeição, perde nos estados viciosos:
VÍCIO x VIRTUDE
     — É um desforço — É uma conquista
     — Manifestação do primarismo — Manifestação de conquista espiritual
     — Fonte de satisfação externa e finita— Fonte de satisfação interna e permanente
     — Desagregam o perispírito— Geram equilíbrio, luz e leveza ao corpo espiritual
     — Geradores de carmas negativos— Gerador de carmas positivos
     — Sintonia com entidades viciosas / obsessoras— Mente interconectada ao Mais Alto
     — Substitui Deus nos bons e maus    momentos— Manifesta o sentimento da divindade existente no homem - FÉ

 André Luiz passou pelo local aonde a alta densidade espiritual nos posiciona: o umbral.
Cada emoção ou sensação abaixo produz uma massa energética de baixa qualidade que fica impressa no perispírito, e parte dela é expurgada nos locais de sombras - os umbrais - onde, enquanto a criatura não altera os pensamentos e sentimentos, é continuamente convidada a uma revisão íntima pelas vias evolutivas do sofrimento.
O que fazer?
Todos temos vícios físicos ou espirituais.
Todos somos mais ou menos egoístas e orgulhosos, rancorosos, etc... Esses sentimentos são os entraves para atingirmos o reino dos céus, interno e externo, prometidos por Jesus.
Parece que, quanto mais tentamos extirpar nossos defeitos, mais tenazes eles se tornam.
Como muitos deles tem origem no instinto básico de preservação da vida, parece que reagem para não desaparecerem, "autopreservando-se".
Deste modo, uma saída viável é focar nossos esforços em desenvolver dentro de nós virtudes, que são o contrário dos vícios.
A aquisição de uma virtude acaba por "dissolver" nossos hábitos negativos, sem que sintamos que eles esmaecem nesse processo. Combater uma má tendência é difícil, pois nos concentramos nela, e focar nossa atenção em bons hábitos é a melhor maneira de deixar os vícios para trás.

Vejamos os bons hábitos:
Virtude: a antítese do vício
—  Todos os hábitos que conduzem o homem ao bem;
—  Atitudes positivas que geram bem a sí e ao próximo.
Humildade
Modéstia
Sensatez
Companheirismo / renúncia
Beneficência
Perdão
Brandura
Paciência
Afabilidade / doçura
Abnegação
Responsabilidade

Sabedoria
Compaixão
Então? Vamos praticar?