quarta-feira, 1 de abril de 2015

"Páscoa,sinônimo de libertação"



Jesus viveu entre nós, aqui na Terra para nos orientar na caminhada rumo à evolução espiritual. • 
E para isso deixou-nos um código de vida. • 
Portanto, devido ao nosso atraso moral e intelectual da época em que esteve aqui, deixou a complementação dos seus ensinos para mais tarde, até que os homens estivessem prontos para compreendê-las. • 
Isto fica claro, na seguinte passagem que está no Evangelho de João: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”.  
Sabia que nós confundiríamos os seus ensinos, deturpando-os. • 
E assim Jesus deixou registrado entre seus apóstolos, que após a sua partida, eles não ficariam desamparados e descreveu algumas características, daquele que deveria dar continuidade à sua Missão na Terra. 
Em verdade,jesus já voltou e nem foi percebido,deixou o "consolador": que o mundo ainda não conhece, porque ainda não podem compreender e que "Ele" está no coração de quem ama. 
Esse nome,"consolador" é significativo e sem ambiguidade, é toda uma revelação,é relembrar o que ele dissera e ensinar todas as coisas. 
Ele previa então que os homens teriam necessidade de "consolações".
Considerando que nos albores do terceiro milênio muitos são os cristãos que estabelecem interpretação equivocada de alguns trechos evangélicos.
Estamos entrando numa "nova era",pois este tempo está terminando e devemos nos preparar para o advindo que é o de Saint Germain.
Segundo consta no Evangelho de João, no capítulo 14, nos versículos de 15 a 17 e 26, podemos ver o seguinte texto: 
"Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: - o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. – Mas, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito". • 
Jesus promete outro consolador: que o mundo ainda não conhece, porque ainda não o pode compreender e que iria ficar eternamente conosco. • 
Com isso, podemos deduzir que não seria uma individualidade, mas sim uma doutrina, pois uma ideia, um ensinamento, é eterno. • 
O Consolador prometido por Jesus, seria enviado à Terra com a missão de consolar, lembrar o que ele dissera e ensinar todas as coisas. • 
O Consolador relembrar os seus ensinamentos. • Com essas palavras, Jesus proclamava a necessidade da REENCARNAÇÃO para que os homens se preparassem devidamente, a fim de receberem esses novos ensinamentos. • 
Assim, nós mesmos e muitos outros Espíritos, somos os mesmos homens daquela época, reencarnados, aproveitando o progresso social, com a inteligência mais desenvolvida. • 
Se, portanto devia vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não havia dito tudo. • 
O Espírito de Verdade preside ao seu estabelecimento lembrando aos homens a observância da lei; ensinando todas as coisas, fazendo compreender o que o Cristo havia dito por parábolas. •
Ensina-nos muitas coisas que o Evangelho não pôde explicar adequadamente. • 
Consola e conforta os que sofrem ao mostrar-lhes a causa e a finalidade dos sofrimentos humanos. • 
Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados"; mas como nos considerarmos felizes por sofrer, se não soubermos por que sofremos? • 
O que a Doutrina Espírita nos esclarece: • 
Quem somos? • 
Antes de nascer, o que éramos? • Depois da morte física, o que seremos? (A certeza de que a morte não existe com extinção de vida. Esta certeza colabora para a aceitação das perdas dos entes amados) • 
Por que estamos neste mundo? (a reencarnação e a mediunidade como chance preciosa para a recuperação do tempo perdido. Não somente um novo corpo, mas novas perspectivas de aprender e crescer) • 
Por que algumas pessoas sofrem mais que outras? (os sofrimentos humanos têm uma função só: aliviar o homem de seus fardos acumulados ao longo das vidas sucessivas de desatinos e desmandos) • 
Por que a riqueza e a pobreza? (se sofremos a prova da pobreza, podemos imaginar que já fomos ricos em outras oportunidades e não soubemos usar o dinheiro a favor do próximo...) • 
Por que a saúde e a doença? (se nos falta uma perna, podemos supor que numa encarnação passada a usamos de modo indevido) • 
De onde vêm as nossas tendências, boas ou más? • 
Por que os vícios? • 
De onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos? • 
O Espiritismo realmente nos desperta a mente para a profundidade dos ensinos de Jesus. • 
É importante que nunca nos cansemos de estudá-lo. • 
E mais ainda, que estudemos tudo o que estiver ao nosso alcance para fortalecer a nossa convicção espírita. • 
O Espiritismo não pode ser contaminado pelo misticismo, nem pelo fanatismo, o que é sempre mais fácil quando não estudamos. • 
Com o Espiritismo, Jesus nos proporciona um destino de responsabilidade, mas de liberdade. 
Somos artífices do nosso futuro. • 
Não precisamos ser "santos" para segui-lo, mas precisamos ter determinação e vontade de atuar.
“Cristo é a nossa Páscoa (libertação), pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado (erros) do mundo"
Jesus não morreu para nos salvar,(Ele não pode assumir nosso karma); Jesus viveu para nos mostrar o caminho da "salvação",(Para aqueles que realmente querem ser "salvos"). 
Esta palavra “salvação”, segundo Emmanuel, vale por “reparação”, “restauração”, “refazimento”. Portanto, “salvação” não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é "libertação" de compromisso; é regularização de débitos. Como diz a bandeira do Espiritismo: "Fora da Caridade não há Salvação".
Então, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não estaremos salvos, livres das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade. Portanto, aproveitemos mais esta data, para revermos os pedidos do Cristo, para "renovarmos" nossas atitudes. 
"Que surja o homem novo a partir do homem velho. Que do homem velho, coberto de egoísmo, de orgulho, de vaidade, de preconceito, ou seja, coberto de ignorância e inobservância com relação às leis morais, possa surgir, para ventura de todos nós, o homem novo, gerado sob o influxo revitalizante das palavras e dos exemplos de Jesus Cristo, o grande esquecido por muitos de nós, que se agitam na sociedade tecnológica, na atual civilização dita e havida como cristã. Que este homem novo seja um soldado da paz neste mundo em guerras. Um lavrador do bem neste planeta de indiferença e insensibilidade. Um paladino da justiça neste orbe de injustiças sociais e de tiranias econômicas, políticas e ou militares. Um defensor da verdade num plano onde imperam a mentira e o preconceito tantas vezes em conluios sinistros com as superstições, as crendices e o fanatismo irracional. Que este homem novo, anseio de todos nós, seja um operário da caridade, como entendia Jesus: "benevolência para com todos, perdão das ofensas, indulgência para com as imperfeições alheias."
Então,comemoramos a páscoa todos os dias.
A busca desta “libertação” e ou "renovação" é diário, e não somente no dia e mês pré determinado. 
Queremos nos livrar deste homem velho. Mas respeitamos a cultura e os costumes dos povos em geral, que ainda necessita de rituais. Que ainda dá maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau, etc., do que renovar-se. Que acha desrespeito comer carne vermelha no dia em que o Cristo é lembrado na cruz. Sem se dar conta que o desrespeito está em esquecer-se Dele, nos outros 364 dias do ano, quando odiamos, não perdoamos, lesamos o corpo físico com bebidas alcoólicas, cigarro, comidas em excesso, drogas, sexo desregrado, enganamos o próximo, maltratamos os animais, a natureza, quando abortamos, etc. Aliás, fazemos na páscoa o que fazemos no Natal. Duas datas para reflexão e início de renovação nas atitudes. Mas que confundimos, infelizmente, com presentes, festas, comidas, etc.
Que você tenha uma feliz...“libertação” ou "renovação"

Compilação feita por Rudymara do Grupo de Estudo Allan Kardec


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